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Como o código aberto mudou os 20 ultimos anos

O software de código aberto está presente na nossa vida e muitos de nós nem sequer se apercebem o quão importante ele se tornou!

Os servidores Linux e BSD suportam os nossos sites, lojas on-line, redes corporativas, dispositivos móveis, computadores pessoais, super-computadores, entre imensas outras aplicações...

Há 20 anos, as noções de software livre, onde os utilizadores poderiam "espreitar" o código-fonte de uma aplicação, já existiam graças aos esforços de Richard Stallman e à Free Software Foundation. Linus Torvalds em 1991, tinha já essa visão quando começou a desenvolver o Linux e com o código fonte disponível este cresceu exponencialmente para incluir suporte a novo hardware e software.

Em 1993 a Red Hat iniciou, como uma start-up, o desenvolvimento da sua própria distribuição de linux para uso corporativo, em 1994 começou o trabalho de desenvolvimento do SGBD MySQL, em 1996 o servidor HTTP Apache começou a dominar a Internet!

A Netscape também inspirada por este conceito, em Março de 1998, lançou o código-fonte do navegador Netscape Communicator. A Netscape era uma empresa que tinha acabado de relatar resultados financeiros decepcionantes e anunciou ao mundo que tornaria o núcleo do seu produto à disposição dos "pensadores" e insaciáveis ​​curiosos.

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O termo "código aberto" e a sua definição foi adoptada em 3 de Fevereiro de 1998 e a Iniciativa Open Source formou-se um pouco depois e um dos fundadores do grupo de trabalho, Bruce Perens, adaptou as Diretrizes de Software Livre que ele escreveu para a distribuição Debian de forma a servir como a definição oficial de código aberto.

Nas décadas que se seguiram, o software e o código "Open Source" tornaram-se intrinsecamente parte das nossas vidas digitais. Aplicações como o LibreOffice e o GIMP chamam a atenção como substituições completas de produtos proprietários, e o Linux fez um progresso verdadeiramente notável como uma plataforma de escolha em empresas de todo o mundo.

O valor do Open Source é claro: Permitiu que contribuidores de diferentes origens e níveis de habilidade criassem software valioso de forma colaborativa!!!


Sistemas operativos de código aberto

Quando se trata de software de código aberto, um grande projecto vem à mente: Linux, também conhecido como GNU/Linux. Existem outros exemplos, como as variantes BSD (como FreeBSD e OpenBSD), mas Linux e suas várias distribuições destacam-se mais.

Os sistemas operativos Linux já foram considerados hostis aos utilizadores menos experientes, mas actualmente isso não acontece. Mas não se esqueça de escolher sua distro com cautela. A maioria das pessoas começa com o Ubuntu por ser fácil de usar, mas também há Debian e outros derivados fiáveis como o Pop!_OS da System76, um fornecedor de hardware com foco unico no Linux e que já falei por diversas vezes aqui.

 

Software livre

O software de código aberto evoluiu até o ponto de haver uma substituição viável para quase tudo o que necessita. 

O GIMP, o LibreOffice, Blender, LightShot, Kdenlive, são exemplos claros de software livre que produz resultados muito bons em comparação com os seus competidores proprietários!

(desculpem-me por sair um pouquinho tópico do software de código aberto agora...)

Pode mesmo executar software não aberto em sistemas de código aberto. O Windows pode ser executado numa máquina virtual Linux, uma opção para quem necessita utilizar determinadas aplicações do Windows, mas não querem o Windows como seu sistema diário, ou quando não tem suporte para outros ambientes de virtualização como o WINE ou o PlayOnLinux.

A execução de jogos dentro de uma máquina virtual não trará uma boa experiência, mas calma, cada vez mais jogos começam a  ser desenvolvidos para Linux, sendo este um movimento que deve dar crédito à Valve com o SteamOS. Os jogos Linux incluem títulos populares como XCOM 2, Rocket League, Ark: Survival Evolved, Civilization VI e Counter-Strike: Global Offensive entre muitos outros.

 

Hardware de código aberto

No caso do hardware é um pouco mais complexo o desenvolvimento de soluções "abertas", veja-se por exemplo a System76 que comercializa sistemas que executam Linux e software Livre, mas o seu hardware não possui o código aberto. Em alguns casos, pode ser possível encontras esquemas de hardware disponíveis para o público, mas os componentes que entram neles - como a CPU e o GPU - são quase sempre são proprietários...

Por outro lado o projecto OpenMotors, é um protótipo que visa a construção de um veículo elétrico usando uma plataforma de carro elétrico modular de código aberto.

O Arduino é uma plataforma para sistemas embebidos que permite, por exemplo àqueles que gostam e têm interesse em robótica criar componentes e protótipos.

 

Existem ainda muito outros projectos quer de software ou hardware de código livre, alguns deles com grande capacidade para evoluir, outros provávelmente não vão resistir e acabarão por desaparecer.

Isto leva-nos ao problema de diversidade de código aberto que tem sido óbvio para quem já conhece minimamente o Open Source...

Grandes empresas, mesmo auto-declaradas inimigos do movimento no passado, reconhecem agora o poder da comunidade e que os processos transparentes beneficiam os utilizadores finais e incentivam a inovação, dessa forma começam a apoiar também alguns projectos!

Ao longo dos últimos 20 anos, as pessoas que criam software de código aberto ajudaram a criar um novo mundo ousado e possibilitaram algumas das nossas infra-estruturas mais importantes. Penso que nos esperam anos muito interessantes, provavelmente os próximos 20 anos de Open Source serão no mínimo tão entusiasmantes como os anteriores!

 

Espero que este artigo lhe tenha sido útil!

Até à próxima!

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