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Linux no Mainframe System Z da IBM

Quando terminei a minha formação académica, o meu primeiro trabalho de programador foi num AS/400 a desenvolver em RPG! Na altura aquilo na minha mente foi algo de extraordinário, passei mais tempo a executar comando tipo "WRKOBJ", "DSPMSG", "WRKUSRPRF", do que a programar.

Lembro-me de uma situação realmente  engraçada de um colega que estava na mesma situação que eu executar o comando "PWRDWNSYS * IMED"... e adivinhem o que aconteceu a uma empresa de desenvolvimento de software com mais 200 programadores? Pois é... ficou tudo às escuras durante 1h e 45 minutos... esse comando é Power Down System *immediately!

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Ao longo dos anos foram dizendo que esta arquitectura estava morta, que iria desaparecer em alguns anos. A verdade é que não se verificou, e aparentemente não vai desaparecer! As vendas de mainframes da série Z aumentaram 70%, indicou a IBM no seu ultimo relatório financeiro!

Isto quer dizer que estamos voltar à velha tecnologia?! Não! Não é isso...

Os mainframes modernos são definitivamente muito diferentes das máquinas de cartão perfurado que ocupavam andares inteiros! Hoje em dia, muitos destes mainframes executam o Linux onde são chamados a fazer trabalho muito pesado. Sabe onde é executada a maior instância do SGBD da Oracle? Num mainframe Linux. E a maior implementação de SAP? Mais uma vez, está num mainframe com Linux.

O foco no Linux não é o único motivador por trás do aumento da utilização dos mainframes nos data centers. Cada vez mais, as empresas com grandes necessidades de infrastrutura encontram vantagens na incorporação de mainframes modernos nas suas estruturas. Por exemplo, os mainframes podem reduzir enormemente os custos operacionais. (energia, arrefecimento, espaço, etc). Por exemplo, em cidades em que o setor imobiliário tem um preço elevado e que as taxas de eletricidade são altas, esta abordagem traz vantagens significativas!

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Além de economizar em recursos de data center físicos, os clientes provavelmente verão melhor desempenho pela arquitectura do sistema.


"Quando se olha para a carga de trabalho e como ela é executada num sistema x86, cálculos matemáticos, execução do código de uma aplicação, o I/O para gerir as operações o disco, e qualquer outra coisa que esteja associada a esse sistema, é executado através da mesma base, de um único circuito!". "...num mainframe Z, existem várias arquitecturas incorporadas ao sistema. Há um especificamente apenas para o código de aplicação. Se o sistema perceber que a aplicação necessita de algum calculo matemático, o sistema, de forma dinâmica, redirecciona esse processo para outra área que processa simultâneamente sem criar constrangimento. O Linux nem sequer necessita de fazer rigorosamente nada. Quando o Linux está a funcionar num mainframe ele necessita apenas de explorar as características dessa arquitectura".

O Linux sabe que está a operar num mainframe porque, quando a IBM estava a preparar o mainframe para Linux, abriu mais de 75.000 linhas de código para as distribuições Linux de forma a garantir que os seus sistemas operativos estejam prontos para o IBM Z!

O mainframe também vem com redundância incorporada para minimizar o risco e para se proteger contra situações que seriam desastrosas.

Então, como você sabe se um mainframe é a opção ideal para sua organização? 

A abordagem deve ser olhada por uma perspectiva comercial, técnica e financeira - não apenas uma perspectiva financeira, de custo total de aquisição!
Ressaltando que, muitas vezes, os custos associados ao software, migração, redes e pessoas não são consideradas. O ponto de equilíbrio, vem quando pelo menos 20 a 30 servidores estão sendo migrados para um mainframe. Após esse ponto, o mainframe tem uma vantagem financeira!

 

Espero que este artigo lhe tenha sido útil!

Até à próxima!

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