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Afinal qual é o problema do GNOME3?!

"Jovens", há pouco mais de uma semana, foi feita mais uma alteração de design no GNOME que não pude deixar de reparar, mas como se sabe, existem muitos utilizadores que têm um problemas com o GNOME devido a sua forma de fazer as coisas.


Ao longo do tempo vimos alternativas surgirem, como por exemplo o Cinnamon, cuja principal missão tem sido tirar proveito da base fornecida pelo GNOME, corrigir tudo o que está "errado" e colocar o ambiente gráfico no caminho correcto.
Vimos também o inesperado ressurgimento do GNOME 2 na forma do MATE, que é de facto outro sintoma de desagrado com o estado actual do GNOME em comparação com a proposta original.
E também já vimos como os grandes apoiadores do GNOME, as distribuições corporativas que se encaixam nele, não "engoliram" o novo paradigma de desktop. A destacar aqui a Red Hat, patrono indiscutível do projeto...

 

No Reddit colocaram a pergunta sobre por que é que o GNOME recebe tanto ódio, e as respostas foram:

"...sofre com uma avalanche de sérios problemas de engenharia (como problemas arquitetônicos fundamentais que levam a problemas de desempenho e estabilidade tremendos)...
...A forma como o GNOME vem agindo coloca os utilizadores contra os programadores e vice-versa, o que impede o progresso ... é uma espiral descendente.
Basicamente, muitos fãs do Linux passam por essa fase de pensar que "o problema com o Linux é a fragmentação e o trabalho redundante, não seria melhor se houvesse apenas uma coisa em que todos trabalhavam?
"

 

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Eu não vou listar todas as razões pelas quais o GNOME 3 é criticado, porque a comunidade já o tem feito diversas vezes e em diversos canais...

Mas pessoalmente, há um problema que me parece que alguém estava em morte cerebral quando desenharam a funcionalidade que é a maneira como o alt + tab executa.
Todo o propósito dos espaços de trabalho é separar o trabalho, em vez de ter todas as janelas do navegador, terminais, editores, cliente de email e assim por diante, no mesmo espaço de trabalho, se os colocamos em diferentes espaços de trabalho são para lá ficarem... mas não... ao fazer o ciclo alt-tab vamos percorrer as janelas de todos os espaços de trabalho, em vez de precorrer apenas o actual. Isto é completamente idiota; isso prejudica todo o propósito dos espaços de trabalho.

Em vez de aceitar esse facto óbvio (do qual muitos utilizadores também reclamaram), eles desconsideram qualquer feedback e dizem “ah... e tal... utilize uma extensão para isso...”. Aqui não importa o facto de que a maioria dos utilizadores precisar de instalar a extensão apenas para ter um comportamento, mas que a extensão pode deixar de funcionar a qualquer momento. Muito interessante a abordagem da equipa!!!

Outro comportamento obviamente estúpido é mudar para uma aplicação já em execução ao invés de abrir uma nova. Por exemplo; Na pesquisa ou no menu do KDE se digitar terminal, vou ter sempre uma nova instância da aplicação, mas não, no GNOME, sou arrastado inesperadamente para outro espaço de trabalho onde já existe uma janela aberta. Isso faz sentido em aplicações de janela única, mas não noutras.

Linus Torvalds e outros se queixaram disso e propuseram uma solução bastante simples; adicionar um item de menu ao clicar com o botão direito do rato na aplicação que diz "Abrir nova janela"; problema resolvido. Agora, cada vez que o utilizador tentar abrir essa aplicação, ela é aberta numa nova janela. Mas não... "... os utilizadores não sabem o que querem;" Os programadores do GNOME sabem melhor o que é melhor para nós.

 

O que a comunidade em geral reclama sobre o GNOME:

 

Atitude da equipa

Na minha opinião e na generalidade dos utilizadores, o principal problema com o GNOME não é apenas o código, o código pode ser corrigido, mas a atitude dos programadores (que se reflete no código), que acham que os utilizadores são irrelevantes e tentam rejeitar as suas queixas com defesas típicas, que obviamente não fazem sentido.
A unilateralidade do GNOME é seguir a direção que os seus programadores acreditam ser mais precisa, o que é totalmente legítimo, mas o "problema" surge quando se ignoram todas as críticas, diretas ou indiretas, incluindo a dos seus próprios utilizadores - finais ou não - porque acreditam que possuem a razão absoluta...

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Eu costumo pensar que as pessoas do projecto GNOME alcançaram um estágio tão elevado de consciência que decidem unilateralmente que apenas a ideia deles é a correcta e a grande parte da comunidade de utilizadores do GNOME está errada!
O Problema é que as coisas não funcionam assim no mundo do software livre e de código aberto, que permite que se bifurque e personalizem projectos...
Ao descobrirmos que um projecto se torna "hostil" e não acata opiniões da comunidade, demonstra a falta de humildade e arrogância, surgem assim as alternativas e a diversidade de projectos... Claro que não se pode agradar a todos, mas ouvir e conversar com a comunidade seria sempre uma excelente ideia...

 

Espero que este artigo lhe tenha sido útil!

Até à próxima!

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