Passar para o conteúdo principal
x

Gigantes tecnológicas possuiam acesso a dados privados do Facebook!

"Jovens", provavelmente já ouviram falar da polémica com o Facebook e a Cambridge Analytica que veio a lume em Março, e agora temos mais uma incrivel noticia do NY Times...

leia o artigo completo aqui.

"Durante anos, o Facebook deu a algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo acesso mais intrusivo aos dados pessoais dos utilizadores do que divulgou, efetivamente isentando esses parceiros de negócios das suas regras habituais de privacidade, de acordo com registros internos e entrevistas.

Os 'arranjos' especiais são detalhados em centenas de páginas de documentos do Facebook obtidos pelo The New York Times. Os registros, gerados em 2017 pelo sistema interno da empresa para acompanhamento de parcerias, fornecem o quadro mais completo das práticas de partilha de dados da rede social. Eles também ressaltam como os dados pessoais se tornaram a mercadoria mais valorizada da era digital, negociada em larga escala por algumas das empresas mais poderosas de Silicon Valley entre outras.

O intercâmbio foi destinado a beneficiar a todos. Impulsionando o crescimento explosivo, o Facebook conseguiu mais utilizadores, aumentando sua receita de publicidade. As empresas parceiras adquiriram recursos para tornar seus produtos mais atraentes. Utilizadores do Facebook conectados com amigos em diferentes dispositivos e sites. Mas o Facebook também assumiu um poder extraordinário sobre as informações pessoais dos seus 2,2 biliões de utilizadores - controle que tem exercido com pouca ou nenhuma transparência ou supervisão externa."

E novidades?!

"O Facebook permitiu que o mecanismo de busca Bing da Microsoft visse os nomes de praticamente todos os amigos dos utilizadores do Facebook sem consentimento, os registros mostravam que davam à Netflix e ao Spotify a capacidade de ler as mensagens privadas dos utilizadores do Facebook.

A rede social permitiu que a Amazon obtivesse nomes de utilizadores e informações de contato por intermédio dos seus amigos, e permitiu que o Yahoo visualizasse fluxos de mensagens de amigos recentemente, apesar das declarações públicas de que havia interrompido esse tipo de partilha anos antes."

Tinham acesso ás nossas menssagens privadas??? Partilhavam e esmiuçavam as nossas informações??? Infelizmente também já sabiamos disto!!!

Como já escrevi diversas vezes sobre esta temática, quero reforçar novamente o meu ponto de vista sabendo que me estou a repetir... mas não há outro remédio!!!

data_breach_world_0.jpeg

Mais uma vez deixo-vos 3 verdades sobre informação armazenada:

  •  Segurança será certamente quebrada!
  •  Informação é utilizada para gerar mais informação!
  •  Informação será vendida.

Neste ultimo caso, já pensaram como no vosso dia a dia utilizam os serviços da Google? Pois bem, a vossa informação de navegação e pesquisa é vendida, a eles próprios (empresas da Google) ou a terceiros com uma base regular, pois é de facto o trabalho deles. Já pensaram que a Google é uma empresa de marketing? Se lhes passarmos informação eles lucram com isso... Já repararam, e eu já disse isto diversas vezes, que quando fazem uma pesquisa sobre determinado produto, essa pesquisa é replicada para outros sites mostrando publicidade associada à vossa pesquisa? Se procuram casas, passam a ver em todo lado reclames sobre casas, se é carros que procuram passam a ter essa publicidade em todo o lado... e por ai em diante.

Temos de ser críticos e frios! Vale a pena manter a minha conta do Facebook? Instagram? Google? A conta de e-mail do hotmail? entre muitos outros serviços. Se soubermos distinguir o que pode ou não ser publicado, o que pode ou não ser armazenado... porque não?

Mais...

Em qualquer altura, os nossos dispositivos pessoais, ou telemóveis, sabem exactamente onde estamos, então sabem imediatamente quem está à nossa volta, podem "ouvir" o que dizemos e o que se passa à nossa volta e isso gera uma quantidade gigantesca de informação.

Já alguém utilizou algum tipo de aplicação ou jogo de realidade aumentada, tipo o Pokemon Go? Sabiam que a empresa que desenvolve esse jogo específico é "patrocinada" pela NSA? Um administrador da Niantic, a empresa que desenvolve o Pokemon Go, recebeu múltiplos prémios e distinções da CIA por trabalhos relacionados com a tecnologia do Pokemon Go. Não estou com isto a sugerir que que o jogo foi feito especificamente para nos espiar, mas é sempre algo a ter em atenção... Uma simples app como esta pode ser utilizada para colectar informações diversas sobre os nossos comportamentos individuais e colectivos.
spy

spy

Mas há ainda ainda...

A internet das coisas, como televisões, câmeras de vigilância, relógios, roupa, frigorificos, torradeiras, etc., começam a estar em todo o lado, sendo  estimado que existam actualmente mais de 25 milhões de dispositivos destes e com tendência para crescimento exponencial que irá ultrapassar em larga escala a utilização de computadores e dispositivos móveis nos próximos anos. E aqui temos mais problemas... a quantidade de informação que será colectada por estes dispositivos ultrapassa o absurdo. Nunca tivemos nada no mundo com este precedente!!!

Que sistemas destes são totalmente seguros? Que sistemas destes vão necessitar de actualizações de segurança?

A realidade, e nada mais interessa, é que estes sistemas serão mais tarde ou mais cedo comprometidos. Ponto final. Fim da história! Não há forma de protege-los de forma completamente segura! É simplesmente impossível porque nunca foi conseguido, nem nunca será! NUNCA!

A GIN (Global IoT Network), nunca vai dormir, nunca vai parar de comunicar, nunca vai parar de obter conhecimento, no fundo vai saber sempre tudo sobre nós...
iot

internet-objets-iot.jpg

"Estamos demasiado concentrados em pensar como vamos conseguir mas nunca paramos para pensar se o devemos fazer..."

 

Espero que este artigo lhe tenha sido útil!

Até à próxima!

Deixem ficar os vossos comentários e sugestões!

Detectou algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a esse artigo? Colabore, clique aqui e ajude a melhorar o conteúdo.